A banda Red House foi a primeira a se apresentar no palco do Clube Comercial. Durante cerca de 1 hora, Rodrigo Ardais, Márcio Grings, Bruno Sesti e Caio Balbinot trouxeram clássicos do blues enquanto os espectadores estavam atentos à apresentação. Muitos dos fãs que aplaudiram a banda sentem arrepios ao escutar o blues da Red House. Estudante de Direito, Carolina Andrighetto, 19 anos, curte bastante a banda desde 2007. “Quando estou escutando eles tocarem parece que vou ser transportada para outro lugar, talvez um bar negro em 1960”, argumenta Carolina.

foto: Marcelo De Franceschi
Sempre focados no blues, a banda almeja o sucesso de conquistar os fãs, e não apenas a satisfação pessoal de cada um. “Nosso público está cada vez menor, pois tem pessoas que gostam da Red House por ela ser popular. Os nossos fãs de verdade são aqueles que nos seguem por onde vamos”, afirma o gaiteiro Grings. O vocalista e guitarrista Rodrigo Ardais conta que, atualmente, o que mantém anualmente a banda é o Cesma in Blues, referente ao estilo de música blues.
Finalizando o terceiro disco, em janeiro, a banda procurou mesclar outros estilos musicais, incorporando agora o rock. “Nunca vamos abandonar o blues, porém agora estamos querendo colocar outros estilos para agradar a todos”, finaliza Ardais. Outro grande fã da banda é o professor de Filosofia Andrei Cerentini que afirma ao falar que a Red House produz um som mais enxuto, um blues mais tradicional, que muitas pessoas não conhecem. “A RH segue uma linearidade. Às vezes as pessoas não se identificam com a banda porque não conhecem o blues. Já a Lenha Seca, faz um blues mais popular, mais dançante”, explica.

foto: Marcelo De Franceschi
Texto: Ingrid Bravo
Há um equívoco da nossa jornalista quando relata que incorporamos outros estilos à banda para agradar a todos. Em momento nenhum isto foi dito. O que acontece realmente é que o estilo que adicionamos ao nosso blues ou seja lá o que for, talvez agrade menos pessoas, mas estamos certos da definição de carácter que a banda segue, a qual nos agrada muito, e pensamos que é isso o que importa.