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erros e acertos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um dia depois da realização de mais uma edição do Cesma in Blues, relembrando algumas coisas que aconteceram e lendo os comentários que rolam pela rede, escrevo para lamentar. Lamento como as coisas aconteceram; lamento que o local escolhido não tenha a estrutura com que acostumamos as pessoas nas últimas edições; lamento que tenhamos ficado sem cerveja – um verdadeiro absurdo. Porém, aproveito para escrever sobre o que já havia dito (durante o que restou da noite): não podíamos nos afastar do Theatro Treze de Maio, porque a equipe estava envolvida com os 2 festivais e a escolha de outro local também implicava na produção de transporte para mais de 70 pessoas convidadas do SMVC. O Caixeiral que possui melhor estrutura, não tinha data disponível. Assumimos a escolha do Clube Comercial, tanto que a própria identidade visual concebida em cima disso.
Como em todas as edições, locamos o espaço, mas a copa é da casa e não tivemos gerenciamento nenhum sobre ela.
Apesar dos avisos sobre a expectativa de público, que sabemos, bebe – e bem, ainda mais numa noite quente, num ambiente quente (que já sabíamos que assim seria), a coisa se perdeu em algum momento.
Não transfiro a responsabilidade, porque a escolha do local é decisão da coordenação do evento e de mais ninguém. Até por isso também que esse festival é itinerante, tendo passado por diversos clubes e casas noturnas de Santa Maria.

Então, lamento que isso tenha acontecido, porque sei do empenho de todos que se envolveram para que tudo funcionasse direito. Lembro ainda que o CIB é feito com o empenho direto de algumas pessoas que sempre acreditaram no projeto. Somos parceiros de longa data e continuaremos sendo, porque crescemos na dificuldade e sabemos o quão importante é uma parceria na hora que o galo canta.

Esse ano ainda, tivemos uma turma que trabalhou na cobertura compartilhada, experiência comandada pelo @ferkrum, dando continuidade ao trabalho que iniciamos no FISL (Fórum Internacional de Software Livre) realizado em Porto Alegre, no último inverno, e que terá continuidade no #macondocircus. Aliás, o trabalho realizado neste CIB, serviu para “azeitar” a equipe. Ou seja, servimos de laboratório para que todos pudessem pegar o pique da coisa. Trabalho voluntário é assim, dispendemos energia, adquirimos conhecimento e crescemos em coletivo. Esse foi um acerto.

Apesar dos pesares, essa edição quase não apresentou erros técnicos. Um acerto importante, mesmo que seja de bastidor. Importante porque quem já trabalhou noutras edições sabe disso e percebeu crescimento de todos envolvidos.

Quem está na chuva sabe que uma hora ou outra se molha, e nós sempre andamos na chuva. Mas, lamento. Lamento por todos que se decepcionaram com essa edição. Lamento do fundo do coração e peço desculpas, assim como espero que esses incidentes e seus reflexos nos ajudem na caminhada de produção que, por certo, continuará.

paulo teixeira
coodenador do cib

Solon Fishbone é a ultima banda da noite

domingo, 29 de novembro de 2009

Para encerrar as apresentações do Cesma in Blues, a banda Solon Fishbone fez um grande show! Considerada pelo público presente a melhor banda da noite, os integrantes demonstraram muita qualidade técnica e domínio de palco.

Solon Fishbone contagia o público presente!
foto: Marcelo De Franceschi

Com a participação de Shana Hughes, cantora norte-americana que, atualmente reside em Porto Alegre, a banda desceu do palco e foi atrás do público para agitar ainda mais o pessoal que assistia ao show. Shana cantava o rock clássico nos Estados Unidos, porém ao chegar no Brasil começou a cantar o blues, considerando-o mais maduro e criativo. “Os povos são parecidos, a emoção humana é universal. Gostaria de salientar que estou impressionada com a organização do evento no sentido de todo o pessoal estar envolvido em buscar entrevistas, fazer vídeos, produzir fotografias”, finaliza.

Solon Fishbone
foto: Marcelo De Franceschi

Participação Especial de Shana Hughes
foto: Marcelo De Franceschi

Texto: Ingrid Bravo

O Cesma in Blues em imagens

domingo, 29 de novembro de 2009

Fotos: Pablo Zambeli

Lenha Seca é a segunda banda a se apresentar no Cesma in Blues

domingo, 29 de novembro de 2009

Continuando com as atrações do Cesma in Blues, a banda Lenha Seca foi a segunda a subir ao palco. Misturando diferentes estilos musicais, os integrantes da banda já completam alguns anos na área do blues. Composta por Amanda Schreiner (vocal), Ninu Ilha (bateria), Leonardo Copetti (harmônica), Alexandre Cassel (baixo), Alexandre Gründling (guitarra), a banda Lenha Seca foi assumindo um formato característico dentro do blues.

Lenha Seca no palco do Clube Comercial
foto: Marcelo De Franceschi

Para os integrantes, uma mulher no vocal é sinônimo de quebra de regras, de diferencial, principalmente com relação à estética. Atuando há anos no teatro, Amanda participou de diversos cursos pela necessidade de aprimorar sua voz. Além disso, ela acredita que festivais são muito válidos, pois as bandas que tem a chance de participar ganham credibilidade e chance de mostrar seu trabalho.

Alexandre Gründling
foto: Marcelo De Franceschi

Desde o início, Andrei Cerentini acompanha a visão mais popular do blues e, detém das referências mais explícitas do que é blues e do que não é. “O diferencial da Linha Seca é um apelo mais popular para o blues, o que não acontece, por exemplo, na Red House. O show de hoje estava ótimo”, argumenta. Para ele, o blues no Brasil está um pouco “morno”, pois é necessário formar um público que aceite as diversas maneiras de tocar o blues.

Os integrantes da banda agitaram o público presente!
foto: Marcelo De Franceschi

Texto: Ingrid Bravo

Por que vir ao Cesma in Blues?

domingo, 29 de novembro de 2009

Na oitava edição do Cesma in Blues perguntamos para oito pessoas que vieram assistir ao festival:

- Por que vir ao Cesma in Blues?

Biana Santos Araújo

“Porque é Blues.É bom e diferente das opções da cidade.”

Elisângela Morais da Silva

“Porque conheço o pessoal da organização. É a primeira vez que venho e gostei muito.”

Caroline Cunha

“Porque é uma boa oportunidade para ouvir música diferente.”

Fellipe Foletto

“Porque adoro blues, adoro a Red House e acho importante prestigiar os eventos culturais da cidade.”

Potira Souto

“Porque é cultura. É a festa de encerramento do Santa Maria Vídeo e Cinema. É importante prestigiar.”

Fernanda Oliveira

“É uma alternativa de ouvir outros tipos de música.”

Laura Gheller

“Porque vim no ano passado e adorei.”

Leandro Grazzioli

“Porque a cidade não tem outras oportunidades de assistir a um show grande, com mais de uma banda.”

Fotos: Carolina Moro

E você? Por que vir ao Cesma in Blues? Deixe seu comentário e participe!

Entrevista com Orlando Fonseca!

domingo, 29 de novembro de 2009


Repórter: Gabriela Loureiro
Câmera: Denis Carrion

Entrevista com Paulo Teixeira!

domingo, 29 de novembro de 2009


Repórter: Bianca Villanova
Câmera: Denis Carrion

Entrevista com Giovane Rocha!

domingo, 29 de novembro de 2009


Repórter: Andressa Quadro
Câmera: Denis Carrion

Show da Red House abre o Cesma in Blues

domingo, 29 de novembro de 2009

A banda Red House foi a primeira a se apresentar no palco do Clube Comercial. Durante cerca de 1 hora, Rodrigo Ardais, Márcio Grings, Bruno Sesti e Caio Balbinot trouxeram clássicos do blues enquanto os espectadores estavam atentos à apresentação. Muitos dos fãs que aplaudiram a banda sentem arrepios ao escutar o blues da Red House. Estudante de Direito, Carolina Andrighetto, 19 anos, curte bastante a banda desde 2007. “Quando estou escutando eles tocarem parece que vou ser transportada para outro lugar, talvez um bar negro em 1960”, argumenta Carolina.

Banda Red House faz show no Clube Comercial
foto: Marcelo De Franceschi

Sempre focados no blues, a banda almeja o sucesso de conquistar os fãs, e não apenas a satisfação pessoal de cada um. “Nosso público está cada vez menor, pois tem pessoas que gostam da Red House por ela ser popular. Os nossos fãs de verdade são aqueles que nos seguem por onde vamos”, afirma o gaiteiro Grings. O vocalista e guitarrista Rodrigo Ardais conta que, atualmente, o que mantém anualmente a banda é o Cesma in Blues, referente ao estilo de música blues.

Finalizando o terceiro disco, em janeiro, a banda procurou mesclar outros estilos musicais, incorporando agora o rock. “Nunca vamos abandonar o blues, porém agora estamos querendo colocar outros estilos para agradar a todos”, finaliza Ardais. Outro grande fã da banda é o professor de Filosofia Andrei Cerentini que afirma ao falar que a Red House produz um som mais enxuto, um blues mais tradicional, que muitas pessoas não conhecem. “A RH segue uma linearidade. Às vezes as pessoas não se identificam com a banda porque não conhecem o blues. Já a Lenha Seca, faz um blues mais popular, mais dançante”, explica.

O gaiteiro de boca Márcio Grings
foto: Marcelo De Franceschi

Texto: Ingrid Bravo

No palco, Lenha Seca

domingo, 29 de novembro de 2009

Lenha Seca
Amanda Schreiner (Vocal)
Ninu Ilha (Bateria)
Leonardo Copetti (Harmônica)
Alexandre Cassel (Baixo)
Alexandre Gründling (Guitarra)